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| Foto: Adriano Polettini |
Pouco mais de um mês após a enchente do córrego Santo Antonio, no dia 11 de fevereiro, que provocou a morte de quatro pessoas de uma mesma família, nenhuma medida foi adotada no local para aumentar a segurança de motoristas e pedestres. Agora, o Ministério Público vai intervir no caso, devido a um abaixo-assinado.
Após a enchente, vários munícipes e vereadores se manifestaram, exigindo a instalação de defensas nas margens do córrego para evitar novas tragédias, mas nada aconteceu. Recentemente, o prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) classificou como asneira a solicitação. “É falta de imaginação, uma asneira. Já viu isso proteger alguém de enchente?”, disse ele, à época. Segundo o prefeito, a única medida que surtiria efeito seria a realização de obras de macrodrenagem na cidade, com a abertura de um novo canal para receber a água das chuvas.
A medida custaria aproximadamente R$ 10 milhões para ser colocada em prática e, sem uma previsão para a sua realização, o chefe do Executivo chegou a sugerir que a população ‘reze para não chover’. Apesar do posicionamento de Carlos Nelson, um abaixo-assinado foi encaminhado para a Promotoria solicitando a instalação de proteções laterais ao longo do córrego Santo Antonio.
A Prefeitura, através de nota oficial, afirmou que está promovendo estudos técnicos para a execução de melhorias na região do córrego. As informações são de que já existe um projeto em desenvolvimento no qual são apontadas as intervenções necessárias e adequadas no local e seus arredores.
O projeto prevê, por exemplo, a implantação de calçadas com deck de madeira, mobiliários urbanos, vegetações, passarelas de travessia, guias rebaixadas e faixa de pedestres.
No córrego a intenção é substituir a calha de concreto por vegetações. Já nas edificações como divisa e no quarteirão, em que há um muro de fora a fora, terá uma diretriz para substituição dos muros por cerca viva, para qualificar a paisagem do local. Na região do córrego, existe ainda a praça Padre José Albejante, que na verdade hoje é apenas um gramado. A proposta é interligar essa praça ao córrego desviando o fluxo de carros, pois como possui uma escola em frente, a área pode ser usada para atividades ao ar livre. Foi projetado um calçadão de mais ou menos cinco metros de largura ao longo e instalação de mobiliário urbano como bancos, lixeiras, postes de iluminação, e outros.
Já na rua que dá acesso ao Centro Cultural, a proposta é alterar o local transformando-a em um pátio e no centro a instalação de um deck circular de madeira para pequenas apresentações e exposições culturais. No final dessa rua, está prevista a instalação de uma passarela de pedestres com acesso à Avenida Brasil. Agora, o Departamento de Planejamento vai começar a fazer o levantamento dos custos do projeto.
Fonte: Jornal O Impacto
