| Foto: André Paes Leme - Jornal O Impacto |
Na tarde desta terça-feira, 10, durante uma inspeção da Visa (Vigilância Sanitária) a Casa Dia, situada no bairro rural Sobradinho, em Mogi Mirim, foi interditada.
O local foi fechado pelos agentes por falta de adequação e condições precárias para o atendimento dos 24 adolescentes lá atendidos.
Na Casa Dia não havia camas suficientes para todos e muitos adolescentes dormiam em colchões no chão.
“Além disso, encontramos alimentos vencidos e muita sujeira”, disse uma agente, que prefere não se identificar.
Apesar de usarem medicamentos de uso controlado, a Casa Dia não possui um médico responsável, assim como psicólogos, enfermeiros e outros profissionais da saúde como determina a Visa para o funcionamento desse tipo de clínica.
O coordenador administrativo do local, Marcelo Bonatti argumentou que não há a necessidade de todos esses profissionais para o tipo de entidade que ele administra. “Temos uma enfermeira e uma assistente social”, observou. No entanto, durante a blitz da Visa, essas profissionais não se encontravam no local e nem havia uma escala de horário que pudesse comprovar o trabalho que elas desenvolvem na clínica.
Uma agente da Visa afirmou que os profissionais da área médica apenas são dispensados em comunidades terapêuticas, o que não se aplica a unidade em questão. “A partir do momento em que encontramos remédios de uso controlado, deixa de ser uma comunidade terapêutica e passa a ser uma clínica”, enfatizou.
A Casa Dia já havia sido vistoriada em setembro pela Visa. À época, os responsáveis foram orientados sobre as adequações que deveriam ser feitas no prédio, mas a clínica se mudou para o sítio sem obedecer às recomendações feitas.
Os adolescentes que estavam na Casa Dia foram transferidos para a Comunidade Terapêutica Mais Vida, em Artur Nogueira.
Custos
Os menores internados na Casa Dia são encaminhados para lá por meio de encaminhamento judicial. A maioria é analfabeto, viciado em droga e cometeu pequenos delitos. Cada interno custa entre R$ 800 e R$ 1 mil, mas o tratamento, por se tratar de pessoas carentes, é bancado integralmente pelo Departamento de Saúde da Prefeitura.
Isso gera uma verba de quase R$ 25 mil mensais para a clínica.
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(Com informações de André Paes Leme – Jornal O Impacto)