Na última semana, durante o anúncio da vinda do data center do Utaú-Unibanco para Mogi Mirim, o prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) anunciou que a cidade perdeu a disputa por uma empresa que poderia gerar mais de 2 mil empregos diretos na cidade.
Trata-se da Foxconn, uma multinacional taiwanesa que é a maior fabricante de componentes eletrônicos e de hardware do mundo e que acabou optando por Jundiaí, onde já possui uma unidade em operação. As negociações entre Prefeitura de Mogi e Foxconn começaram em meados de 2010. Porém, o que parecia ser uma derrota estrondosa, foi recebida com alívio pelo prefeito.
De acordo com Carlos Nelson, além da cidade não possuir mão de obra especializada para o setor de eletroeletrônico, o que causaria um fluxo migratório para Mogi Mirim, a Foxconn também é acusada de submeter seus trabalhadores a terríveis condições de trabalho.
Em 2007, a Ministério do Trabalho expulsou 57 trabalhadores chineses da Foxconn de Jundiaí que trabalhavam ilegalmente no Brasil.
Além disso, na Europa e Estados Unidos a empresa é citada por estar associada ao suicídio de vários de seus empregados, motivados por jornadas de trabalho de 15 horas por dia, sete dias por semana, com salários de apenas US$ 50 por mês. “Não é isso o que queremos para a cidade. Mesmo porque, teríamos que buscar mão de obra fora de Mogi Mirim, o que não é vantagem”, observou o Prefeito.
Para Carlos Nelson, as exigências da Foxconn ficariam muito além da capacidade da Prefeitura. “Para ser sincero, foi um alívio esse negócio não ter dado certo”, desabafou.
Atualmente, a Foxconn fornece componentes para a Aple, Sony, Dell, HP dentre outros gigantes da informática. Existe a promessa da fabricante taiwanesa de montar, na nova planta de Jundiaí, iPad (tablets) e iPhone. Os chineses dizem que investirão US$ 12 bilhões no Brasil nos próximos anos.
Fonte: Jornal O Impacto

Essa não é aquela empresa que na China tem dois turnos de trabalho, com apartamento dentro da fábrica, enquanto uma pessoa dorme a outra trabalha, depois esta dorme e aquela dorme, na mesma cama. Há nessa empresa chinesa uma rede de proteção para que funcionários não se joguem de cabeça no chão, evitando algo que é pior que a morte. É... não seria uma boa empresa!!