Tem sido uma constante as discussões entre os vereadores de Mogi Guaçu que não levam a lugar nenhum, a não ser ao riso. Isso fica ainda mais evidente quando não há projetos importantes a serem votados, como aconteceu na noite desta segunda-feira, 16, o que também é constante no Legislativo guaçuano.
Mas raramente isso é percebido entre os próprios vereadores. Mas, nesta noite, o parlamentar Gerson da Câmara (DEM), subiu à tribuna, para criticar, mais uma vez, seus colegas anencéfalos.
“Fomos eleitos para discutir a cidade, melhorias para os bairros, fiscalizar, cobrar, representar nossos eleitores, não a nós mesmo. Vir aqui (à tribuna) criticar, desmerecer, desonrar, ironizar, satirizar o que um ou outro fez ou deixou de fazer só apequena a Câmara moralmente”, falou e disse o democrata em tom sério, sonhando um dia pôr fim no circo que se transformou nosso Parlamento.
Continuou o discurso fazendo o seu papel como legislador, apresentando uma série de indicações para melhorias em iluminação de praça pública, em recapeamento, asfaltamento, limpeza pública etc etc.
E encerrou seu discurso dizendo que deixará a vida pública e, portanto, a vereança tão logo termine o seu mandato. “Estou cansado.”
Guilherme da Farmácia subiu à tribuna, no entanto, para desaprovar a crítica, sensata, diga-se de passagem, feita pelo democrata.
“Vivemos numa democracia. E vir aqui (à tribuna) para criticar ou elogiar. O vereador tem o direito de falar o que pensa, de se expressar como quiser no tema livre. Isso é democracia”, disparou.
ExpoGuaçu
Toda a revolta do vereador Gerson se deveu ao debate em torno das vaias que o prefeito Paulinho Barros (PV) levou na abertura da ExpoGuaçu, na sexta-feira, 13, tema esse proposto pelos oposicionistas Ivens Chiarelli (PMDB) e Salvador Franceli Neto (PSL) e rebatido por Guilherme, líder do prefeito na Casa de Leis, em detrimento de melhorias para a cidade.
Para Ivens, as vaias ao prefeito são reflexo de sua “péssima” administração. “Resposta maior ele terá nas urnas, no dia 7 de outubro”, cutucou o peemedebista, dando como certa a derrota do verde nas eleições municipais. Franceli não deixou por menos. “O prefeito ficou tão desestabilizado com as vaias das 20 mil pessoas que estavam na festa que disse o seguinte: ‘Essa festa é a quinta maior ExpoGuaçu do país’”, tripudiou.
Guilherme admitiu as vaias, mas justificou o motivo. “Foi coisa armada, não espontânea”, acusou, porém, sem citar nomes ou partidos.
Enquanto isso, os buracos no asfalto continuam se procriando, o moto crescendo, as luzes de praças públicas se apagando, a saúde pedindo socorro e a população sofrendo. Mas rindo da própria desgraça.
Até quando? 7 de outubro?